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Go, Go, Power Rangers

Essa semana o cinema foi tomado por um sentimento de nostalgia, afinal, toda criança, adolescente e jovem da década de 90 que cresceu assistindo os Power Rangers na Fox Kids correu para as salas escuras para conferir o remake.

Para entendermos a criação dos Power Ranger, temos que voltar para 1945. Com o final da segunda guerra mundial, um espírito nacionalista tomou conta dos americanos, influenciando os escritores de histórias em quadrinhos e suas criações como Capitão América, Mulher Maravilha e Superman. Nesse mesmo período, os Estados Unidos viviam o início do Êxodo cultural, ou seja, exportação de livros, histórias em quadrinhos, filmes e todo material que carregava a cultura e a filosofia americana.

(Foto: Reprodução).

O Japão percebendo esse processo, sentiu-se ameaçado e decidiu começar a criar seus próprios monstro, heróis e vilões. Surge assim, Godzilla, no final da década de 50 e Gekko Kamen em 58, todos esses sucessos de público mundo a fora. Abrindo assim, espaço para que outras culturas tivessem contato com os personagens Japoneses.

Mais de 20 anos depois desse processo de expansão, Haim Saban viu na televisão japonesa, uma série em live-action com cinco jovens que se transformavam em super heróis coloridos e batalhavam contra uma serie de monstro que assolavam uma cidade. E foi a partir desse primeiro contato com a série Super Sentai, que surgiu a versão ocidental, mais conhecida como Power Rangers.

Durante essas mais de duas décadas de exibição, a série se reinventou e apostou em uma história de origem diferente a cada ano, com poderes, personagens e vilões novos, além disso, cada temporada conta com sua própria identidade visual.

É interessante notar, que toda essa identidade visual é guia pelo logo da série, que como já era de se esperar muda, mas sem perder a grafia principal.

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(Foto: Reprodução).

O logo é constituído pela grafia Power Ranger, que conta com uma fonte padrão, que pode ser usada com efeitos diferentes, e logo abaixo, a tag ou temática da temporada. Com fonte, paleta de cor e estilho próprio.

A temática junto com o logo é destrinchada para os demais materiais da série, como por exemplo Power Rangers Força Mistica. Nessa temporada os heróis têm superpoderes mágicos com origens animais.

No capacete é possível notar a silhueta do espírito animal que conduz o Ranger.

A temporada também tem como plano de fundo o lado mágico, esse por sua vez, é representado na abertura, com um círculo de poder na hora de morfar, nos morfadores que geram símbolos como uma varinha mágica e nos feitiços que podem ser feitos.

Que nostalgia!

Para o filme neste ano, o logo é um pouco diferente dos utilizados na série até então, mas mantém traços que farão você lembrar dos heróis.

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Power Rangers 2017 (Foto: Divulgação).

Vendo estes exemplos, pode-se notar como os Power Rangers são um exemplo consistente de identidade visual bem elaborada que se manteve constante com o transcorrer do tempo. Independentemente da versão ou do ano, é possível notar a semelhança e o padrão pré-estabelecido. É aí que o design se encaixa, ele está em todo lugar, principalmente no inconsciente das pessoas.

 

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