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TV Aberta: as mudanças tecnológicas e de design avançam para uma nova fase

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Recentemente, a TV Globo estreou a novela “Novo Mundo”, no horário das 18 horas. Com ela, os avanços da tecnologia estão sendo vistos por meio dos efeitos visuais em 3D desde a vinheta de abertura da novela até as gravações de cena.

Até então nas produções do gênero na TV Aberta eram raras a utilização da tecnologia com gravação em chrome key. Um dos principais responsáveis por essa evolução da tecnologia é o uso do software Maya, que tem revolucionado os efeitos visuais como o da novela e trazido mais qualidade às produções.

No making off abaixo, é possível assistir a essa transição que estamos vivendo nas produções que antes e ainda são consideradas fracas (talvez por um certo preconceito ao conteúdo da TV Aberta).

Com esse cenário atual, é possível ver com clareza a evolução do nível das produções da emissora por meio de dois momentos importantes na TV brasileira nos últimos anos:

Primeiro, nos últimos dez anos vivemos uma intensa evolução de equipamentos de gravação: a transição do analógico para o HD, que agora caminha para o 4K no ambiente digital. No Brasil, essa mudança foi demorada, cerca de 10 anos após o anúncio. Para se ter uma ideia apenas nesse ano ocorreu o fim do sinal analógico em São Paulo.

Abaixo o vídeo da época em que o sinal foi lançado no país:

Um segundo momento é de que a década em que nos encontramos foi e está sendo crucial para uma renovação do design da TV aberta brasileira (com exceção de algumas emissoras menores). A utilização do Flat Design parece que tomou grande parte da programação das emissoras, principalmente da Globo.

Isso começou lá em 2013, com a mudança na “Sessão da Tarde”, “Vale a Pena Ver de Novo” e “Esporte Espetacular”.

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(Foto: Reprodução/Globo).

Essas mudanças foram seguidas no rebranding de 2014, que gerou muita repercussão na época e que também seguiu a linha clean. Por fim, ano passado, quem mudou foi a Record, que trouxe o prateado no lugar das três características cores.

Confira os vídeos de lançamento da Globo, SBT e logo abaixo da Record:

É importante notar essa transição porque se compararmos o design da televisão aberta brasileira na década dos anos 90 em relação ao dos anos 2000, basicamente o estilo pesado e cheio de reflexos nos logos se mantiveram os mesmos.

Analisando esse histórico, a atual fase da televisão aberta, superada essa transição de um design pesado, agora aposta, ou pelo menos a Globo, em recursos 3D e de interação entre apresentadores/atores por meio de recursos gráficos na tela ou até mesmo por meio de grandes telas, como no Jornal Nacional ou no Fantástico

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3D tomou conta do cenário do Fantástico na última semana (Foto: DCON).

Nas transmissões de jogos de futebol, o uso de gráficos 3D já é comum há alguns anos na área, com inserção de publicidade em meio ao campo, dando a impressão ao telespectador de que o virtual e o real fazem parte do mesmo ambiente.

Outro exemplo feito em 2014 foi o uso de um campo virtual na Central da Copa. Veja abaixo:

Isso provavelmente poderá ser visto no próximo ano na Copa do Mundo na Rússia ainda mais aprimorado.

Junto à evolução do design, daqui pra frente, com a acirrada produção de conteúdo no Youtube, veremos cada vez mais qualidade técnica disponível gratuitamente ao telespectador. Isso não significa qualidade de conteúdo, mas de certa forma um avanço na contribuição para que a audiência esteja mais envolvida com a atração.

Acredito que as experiências que hoje já são encontradas em games e celulares como o óculos de realidade virtual poderão de certa forma serem repassadas ao grande público, mas a longo prazo, já que o cenário econômico no Brasil é relativamente atrasado e outras prioridades são consideradas mais importantes que o consumo de entretenimento.

A variedade de mídias fará com que a TV aberta seja (e já é) mais uma opção entre as tantas disponíveis, quebrando o monopólio do passado.

Enfim, são tantas as mudanças nos últimos anos no panorama da televisão aberta, que somente recapitulando todo este histórico que conseguimos visualizar cada passo avançado. Com isso podemos dizer: o futuro chegou, resta agora esperar o próximo passo.

Deixe sua opinião sobre o futuro do design da TV aberta brasileira, assim como a tecnologia. Sua opinião é importante!

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