Entrevistas

A vida como uma ilustradora freelancer

Do design à publicidade, foi na ilustração que Luiza se encontrou profissionalmente na área de criação (Foto: Reprodução).

Tudo começou com séries de televisão. Luiza de Souza assistia aos episódios e transformava a inspiração em ilustrações. Moradora de Natal (RN), ela percebeu que seu hobbie poderia se tornar uma profissão.

Hoje, com 23 anos, ela veio para a capital do estado a fim de estudar primeiramente design na UFRN, não conseguiu. Isso não fez com que ela desistisse, começou então a cursar Publicidade. Foi assim que a trajetória profissional de Luiza começou a se desenrolar. “Comecei a fazer freelas de ilustração em 2014, trabalhei como concept artist de um game infantil até o meio de 2015 e depois fiquei só como freelancer”, conta.

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A ilustradora em uma das sessões de autógrafo em um de seus livros (Foto: Reprodução).

Ela tinha acabado de fechar contrato para a criação do projeto “Contos Rabiscados para Corações Maltrapilhos” quando a editora BancaTatuí achou que seria interessante divulgar os desenhos antes do lançamento dos livros.

“Então eu fiz, sem a menor noção de que iria ganhar tanto público”, relata.

Foto publicada da chegada do livro nas redes sociais (Foto: Divulgação).

Processo de criação
As ideias para as criações sempre surgiram de ideias para o desenho do cotidiano. Segundo ela, isso ocorreu devido ao gosto de observar as pessoas ao meu redor. “Gosto de fazer os desenhos na mão – mesmo os que depois vão pro digital”.

Entretanto, Luiza tem um trauma pessoal: não faz rascunhos, conta que faz o trabalho direto na caneta sempre. “Me eduquei pra consertar as falhas ao invés de apagar”, relata.

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Em termos de referências, a ilustradora conta ter tido muita influência de Bryan Lee O’Malley, dos quadrinhos do Scott Pilgrim. Além disso, diz que a série de desenho animado Steven Universe, de Rebecca Sugar é uma parte da vida dela. “Todo o trabalho da Rebecca Sugar, na verdade”.

Rebecca Sugar é cartunista no canal Cartoon Network (Foto: Reprodução).

No Brasil, suas referências são as ilustradoras brasileiras Giovanna Medeiros e Irena Freitas, que também apresentam trabalhos com traços que lembram o trabalho de Luiza.

Ilustração na economia 
11174891_662501030543805_4664583724490341572_nViver com a ilustração é difícil, mas tem suas vantagens. “É difícil ser freelancer, mas tem um tweet da LuizaSM que narra exatamente como eu me sinto: ‘O bom de ser freela é que você trabalha 48h por dia uma semana depois passa 12 meses revirando lixo, eu adoro! É muito gratificante'”, menciona.

Avançar na área também é um diferencial na ilustração freelancer segundo ela, mas é a área em que realmente ela se encontra e diz que não conseguiria seguir a vida sem estar em meios aos traços e desenhos. “Na ilustração eu me encontrei como profissional, ainda que eu brigue bastante com a ideia dos prazos, das finanças”, comenta.

Por último, a artista dá dicas para quem deseja seguir a área: “Pra galera que quer seguir na mesma onda, é bom avisar que não é fácil, mas é bem, BEM gratificante”.

“Tem que estudar, construir suas referências, botar muita energia e vontade no que você faz, que uma hora, vale a pena. <3 Trabalhar com amor ainda é trabalhar, mas pelo menos você faz com gosto”, finaliza.

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Caso você queira apoiar o trabalho de Luiza, acesse: http://apoia.se/ilustralu ou ainda a página oficial: https://www.facebook.com/ilustralu/.

 

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