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Uma verdadeira revolução no Design de Dados

Alguns sites estão fazendo as pessoas entenderem o que se passa por trás da enxurrada de números e informações estatísticas que nos bombardeiam todos os dias. Qual o papel do Design nessa revolução?

Por Caio Arias / Fotos: Reprodução.

As representações gráficas, no início, eram restritas às observações que fazíamos dos movimentos planetários e posições das estrelas. Passamos então a fazer medições, criar teorias com bases em gráficos até chegar a grandes evoluções estatísticas no século XVII.

Com as teorias iniciadas por Gauss e Laplace, a partir de 1850 tivemos o ambiente perfeito para um grande desenvolvimento na visualização de dados: escritórios de análise de dados pela Europa, informações numéricas se tornaram mais relevantes para planejamento social, indústria, comércio, transporte e, além disso, essas teorias permitiram que grandes quantidades de dados fizessem sentido.

Nos anos 60, John Tukey,no The Future of Data Analysis, faz um apelo para o reconhecimento da análise de dados com um ramo legítimo e distinto de estatísticas matemáticas.

Primeiro registro conhecido a mostrar variáveis de forma gráfica. Ano de 950.


Ainda hoje, buscamos novas formas de compreender grandes quantidades de dados. Buscamos meios de transformar o que parece ser impossível de compreender em algo tangível e paralelo a isso, encontramos novas formas para nos expressar artisticamente. Veja este TED de Aaron Koblin.

A visualização de dados deixou para trás a rigidez do design gráfico, esta revolução já parece ter deixado também os pixels estáticos e regras pré estabelecidas, abraçando para si não apenas formas rígidas ou escalas de cores do computador: a alma desse novo design são os dados dinâmicos criados constantemente por todos nós, dia a dia.

As pessoas passaram a ter um papel mais importante nesta revolução. Antes éramos sujeitos passivos a interpretar ou não os dados impressos. Hoje somos sujeitos ativos e ajudamos a construir novas interpretações e relações que antes não haviam sido imaginadas. O conhecimento flui livremente entre as pessoas que podem usar os dados e estabelecer conexões próprias.

O homem passa a ter papel central mais e mais forte no design de dados, e até mesmo as estatísticas, antes tratadas como simples tabelas, números insensíveis e incapazes de emoções se renderam ao dinamismo e as nuances do comportamento humano.

É cada vez mais evidente que o conhecimento está sendo construído por nós, todos os dias num processo contínuo, muito além de escalas de cores ou fórmulas matemáticas.

A Data Visualization está renascendo.


Alguns exemplos:

Pantheon é um projeto desenvolvido pelo MIT Lab que coleta, analiza e visualiza dados sobre a popularidade cultural histórica.

Histography é uma linha do tempo interativa que se estende por 14 bilhões de anos de história, desde o Big Bang até 2015. O site usa eventos da Wikipedia e auto-updates diários para se manter atualizado.

 

Information is Beautiful é um site com muitas visualizações interessantes. Esta, em particular, é atualizada com dados científicos constantemente, sobre alimentos que fazem ou não bem à saúde.

Obs.: São muitos os exemplos de dados interpretados e traduzidos, mapas e etc. aqui coloquei alguns priorizando o seu dinamismo. Fique à vontade para enviar exemplos nos comentários 🙂

 

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