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Entrevistas

“Foi em uma conversa com Deus”, diz Iran Pontes sobre criação do portal Design Culture

Considerada uma das maiores fontes de conteúdo do Brasil na área do design, publicidade e marketing, o portal Design Culture, que está no ar desde 22 de julho de 2012, conta com mais de 200 mil de curtidas no Facebook e 2,8 mil seguidores no Twitter.

Após entrevistarmos o criador do projeto “O Limão Sebastião”, o entrevistado do #CasesdoMercado é o designer gráfico, professor e fundador do portal, Iran Pontes, de 24 anos, que mora em Jaboatão dos Guararapes, cidade ao lado de Recife/PE.

Conversamos sobre como surgiu o portal, o funcionamento, tendências e também as expectativas do profissional em relação à economia neste ano.

DCon: Como e quando surgiu o Design Culture? Na época, outro portal foi inspiração para o surgimento?
Literalmente em uma conversa com Deus. Estava deitado e pensando sobre como gostaria de compartilhar conhecimento sobre Design e em ter um projeto online. Neste momento, veio em mente a comparação com Design e Cultura. Fiz algumas pesquisas e lembrei de assuntos que tive em sala de aula. Neste dia, 22 de julho de 2012, nascia o Design Culture.

DCon: Quando foi que você percebeu que o portal estava ganhando espaço entre os profissionais e acabou se destacando?
Quando as pessoas passaram a entrar em contato e a professores usar nosso conteúdo em sala de aula.

DCon: Atualmente, quantas pessoas trabalham no site? Vocês possuem uma sede física ou os jornalistas/autores trabalham home office?
Temos uma equipe de 30 colaboradores em 8 estados e Portugal. A equipe é formada por publicitários, jornalistas e designers, sejam estudantes e profissionais, todos trabalham home office.

DCon: Como é definida a linha editorial das publicações? Há sempre um cronograma do que deve ser postado, além das notícias factuais?
Cada colunista recebe o dia da semana para postagem. Sobre o conteúdo, eles são livres dentro de nossas categorias.

DCon: Quais prêmios o site já conquistou?
Ganhamos o Top Blog na categoria comunicação e marketing pelo júri academico em 2013/2014, o Prêmio Designers Brasileiros, além do Top of Mind Twitter 2012 – Os 100 mais criativos. Além disso, estamos na disputa do TOP 100 do Top Blog 2016.

DCon: Quais oportunidades ele trouxe à sua carreira?

Uma das aulas que são preparadas por Iran (Foto: Arquivo Pessoal).

Uma das aulas que são preparadas por Iran (Foto: Arquivo Pessoal).

Me permitiu estudar mais na área de comunicação e marketing digital além de poder palestrar e ministrar cursos.

DCon: Agora que 2015 já passou, como você enxerga os resultados obtidos no mercado no ano passado?
De fato houveram perdas, mas, também oportunidades. Na crise enxergamos estas oportunidades de modo mais claro. Mesmo diante da crise as pessoas ainda investem em educação e entretenimento.

DCon: Qual é a sua expectativa para este ano?
As melhores possíveis. Tenho certeza que será um ótimo ano com muitos projetos e realizações. No Design Culture vamos lançar novos cursos, novas mídias e projetos especiais surpresas.

DCon: O que você pensa sobre seguir os valores determinados em tabela para preços de serviços, como por exemplo a da Adegraf?

Tabela é uma das referências ao mercado (Foto: Divulgação).

A Adegraf não está, na minha opinião, de acordo com o mercado, ao menos daqui de PE, mas, ela serve como uma referência. A partir dela traçar um valor em % do divulgado. Sou a favor de uma tabela, mas, só após a aprovação da regulamentação que agora não tem mais período.

DC: Uma das grandes discussões da área é de que há profissionais que aceitam trabalhos por preços muito baixos. Você acha que isto faz o valor dos serviços do profissional se desvalorizar?
Sem dúvidas, o profissional que cobra baixo vai sempre ser lembrado assim. Claro que em início de carreira às vezes é mais difícil saber quanto cobrar e cobrar justo de acordo com seus conhecimentos e experiência. Costumo falar aos clientes que cobro o valor justo. Justo para eles e para mim.

DCon: Após quase três anos com o Flat Design em alta, você acredita que ele deve continuar e ser uma tendência ou acha que outro estilo deve mudar este cenário de influência nas criações?
Estilos sempre mudam e voltam, acredito que sim apesar de que há já a evolução do flat que em tese seria o Material Design.

Nova interface do portal (Foto: Design Culture).

Nova interface do portal (Foto: Design Culture).

DCon: Recentemente, o portal passou por uma total revitalização. Como foi o processo da renovação do layout do site e em quanto tempo o template demorou a ficar pronto?
Foram meses de projeto e análise do nosso desenvolvedor Caio Régis, coletamos mensagens de erros dos usuários, análises de tendência do momento e desenvolvemos o novo Portal Design Culture. Nosso novo portal é totalmente mobile, bem integrado as mídias sociais, dinâmico e muito rápido.

JOGO RÁPIDO

Uma inspiração e por que?
Jesus, não é religiosidade e sim entrega de vida. Ele me inspira, corrige e orienta.

Para você, o que é ser designer?
É ser um sonhador, só que além de sonhar ele consegue personificar seus sonhos. Mas, tudo bem, para não teR problemas o designer é um projetista, desenvolve com uma finalidade e faz seus desenhos.

Por que escolheu a profissão?

(Foto: Reprodução).

Por amor e influenciado “sutilmente” por um irmão que tive ilustrador. Me apaixonei pela área e hoje pela área de educação na área de criatividade.

Além do site, atua em outra empresa?
Sou professor de duas instituições em Pernambuco e ministro cursos por uma empresa de São Paulo, além disso, o Design Culture é também uma empresa de treinamentos.

Um case que você considera ser um sucesso?
Existem várias empresas que poderia citar, mas, gostaria de destacar o Plugcitários School do Plugcitários que é a empresa do amigo Ericksson Monteiro e o Neuari dos amigos Fernando Alves e Rafael Galdino. Acredito que os itens para ser um case de sucesso:
– Persistência
– Fé
– Não ouvir as pessoas negativas
– Trabalhar e trabalhar muito, sem preguiça
– Estudar e se informar
– Se manter atualizado com o momento

 

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