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Crise e designers: como foi 2015?

Crise e Design
Os caminhos seguidos por profissionais no ano passado (Foto: Reprodução).

Os caminhos seguidos por profissionais no ano passado (Foto: Reprodução).

Se por um lado a queda da economia dificultou a movimentação de capital de outros setores no Brasil, o Design, em 2015, conseguiu superar obstáculos em meio à retração de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), 10,7% de inflação e o desemprego beirando os 8%.

Um dos motivos dessa superação no cenário atual estaria ligado à Economia Criativa, que foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos e envolve games, publicidade, inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, além do Design. Com retração em outros setores, o investimento na área pode se tornar uma saída aos negócios das empresas.

Conforme a Unctad (órgão da ONU), o setor é um dos que atualmente mais crescem e geram emprego no mundo. Foram os únicos setores que continuaram crescendo na crise mundial de 2008.

O CRESCIMENTO DESTE SETOR

De 1997 até 2014, o financiamento para empresas que querem investir na criatividade cresceu quase 70% no período.

Além da Economia Criativa,  o ano que passou também deve ficar marcado ainda mais pela aposta no empreendedorismo como saída. Para fazer um balanço de como foram as oportunidades do mercado no ano passado no país, entrevistamos alguns profissionais da área e que são membros do grupo Design Gráfico. Confira na íntegra o que cada um disse sobre 2015:

Apesar de estar em expansão, vi o mercado surgir com expectativas altas para os designers, mas com poucos profissionais preparados e afim de atuar nesta área. O que eu sinto: designers são apaixonados por projetos gráficos e muitas vezes esquecem de ver as demandas do mercado. Minhas expectativas: o mercado está aquecido e ainda virão muitas vagas, tenho esperanças de encontrar profissionais mais preparados e afim de abraçar novas oportunidades, assim como espero que as empresas de TI valorizem o designer como mente criativa e inovadora e não apenas como um ‘fazedor de assets para aplicativos’.

Alessandra Rosa, designer e atua na área de tecnologia para aplicativos, Americana/SP

Eu fui mandado embora do lugar onde eu estava trabalhando, mas do dia pra noite a vida me forçou a fazer algo que há mais de 1 ano eu estava querendo que era trabalhar por minha conta… Nossa sociedade inflige um certo medo em arriscar fazer coisas novas e o medo é perfeitamente justificável porque quando você vê suas contas chegando e não consegue pagar fica aflito e bastante descontrolado. Mas, por outro lado, e até de uma forma muito natural, em menos de 2 meses eu consegui estabelecer meu padrão de vida e depois de 6 meses eu consegui começar a reinvestir na minha empresa, que agora não é mais uma solução temporária, mas algo realmente duradouro e uma experiência única. Fechei o ano com muitos trabalhos, alguns clientes fixos que estão crescendo junto comigo e estou até um pouco pensativo porque existem mais projetos que gostaria de tirar da gaveta, mas não vou ter tempo por conta do trabalho que tenho.

Leonardo Correia, designer, São Paulo/SP

Este ano para mim foi especialmente bom,pois consegui abriR minha própria empresa de design e desenvolvimento trabalhando com home office. Já de inicio, tive bastante procura sem precisar fazer muita divulgação e fechei o ano com tanto trabalho que em 2016 estamos abrindo um escritório. Consegui me posicionar de forma a poder dizer não para alguns trabalhos menos interessantes.

Lua Guillande, designer, Foz do iguaçu/PR

A expectativa é ser otimista, a área, desde o inicio de 2015, teve muitas oscilações. O mercado tem recuado. Muita gente faz orçamentos mas pensa três vezes antes para poder fechar e a maioria desiste do serviço.

Jeremias Gomes, CEO e Fundador da agência Plano A, Piracicaba/SP

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